Pais e amigos protestaram em frente a hospital (Saulo de Castro)

Pais, parentes e amigos se reuniram na tarde desta segunda-feira (25), em frente ao hospital Papi, localizado Avenida Afonso Pena, no bairro do Tirol, zona Leste de Natal para cobrar explicações sobre a morte do garoto Willian Gabriel Ferreira da Silva Alves. O menino de apenas 9 anos, passou 23 dias internado e morreu sob suspeita de intoxicação de medicamentos prescritos por médicos do hospital.

De acordo com o pai da criança, o senhor José Gomes Alves, Willian deu entrada na ala pediátrica do hospital apresentando sintomas de uma leve asma. Segundo ele, médicos examinaram a criança e aconselharam os pais a deixa-la em observação por pelo menos três dias, já que a família mora no interior no estado e assim ficaria difícil acompanhar o quadro do menino.

Passados os três primeiros dias, o garoto não apresentou melhoras. Foi quando os pais do menino solicitaram, ao hospital, que o menino fosse examinado por um pneumologista. Ao examinar o menino, o médico atestou que Willian apresentava um quadro de coqueluche, e que as doses de remédio que vinham recebendo deveriam ser suspensas. No entanto, segundo o pai de Willian, os remédios continuaram medicando o garoto.

Ainda segundo, os pais da criança, ao 18º dia, a criança começou a sentir fortes dores em várias partes do corpo. Diante dessa situação, o pai diz que a pediatra que acompanhava o garoto prescreveu ainda mais remédios para o alívio da dor. “Porém quanto mais remédio tomava, mais as dores aumentavam”.

Após tantos dias de angústia, a criança teve que ser transferida para a Unidade de Tratamento Intensivo do Hospital, com machas escuras por todo o corpo e espirrando sangue pela boca. Foi então que o pai solicitou um médico infectologista para que também examinasse o garoto.

Segundo o pai, ao examinar o quadro da criança, o médico infectologista teria dito que o menino apresentava sintomas visíveis de intoxicação proveniente das altas dosagens de remédio dadas a ele, ao longo dos 23 dias em que passou internado no hospital.

Um laudo expedido pelo Instituto Técnico-Científico de Polícia (Itep), diz que a causa morte da criança precisa de esclarecimento e que depende de exames complementares.

Em nota, o hospital se pronunciou e lamentou o ocorrido e que já “encaminhou o fato à uma comissão de revisão de prontuário e óbitos para que sejam apuradas o mais rápido possível todas as condições e informações referentes ao caso, do ponto de vista de evolução clínica e desfecho”.

 

do portalnoar

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